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Prevenção Clínica de Doença Cardiovascular, Cerebrovascular e Renal Crônica |
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Introdução
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O Caderno de Atenção Básica nº. 14 traz o protocolo de prevenção clinica de doença cardiovascular e cerebrovascular e renal crônica.
Esta é a primeira iniciativa brasileira de ação para a prevenção das doenças cardiovasculares e renais crônicas em larga escala no Brasil.
Rigorosamente baseada em evidências científicas atuais, teve a contribuição efetiva de membros do Ministério da Saúde e demais profissionais com reconhecido saber científico, representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e das Sociedades de Especialidades Médicas da área, como as de Cardiologia, Diabetes, Endocrinologia e Metabologia, Hipertensão, Nefrologia e de Medicina de Família e Comunidade, além da Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes.
A Política institui no SUS a prevenção baseada no conceito de risco cardiovascular global. O risco global de uma pessoa identifica aquela que tem potencial para desenvolver doenças cardiovasculares antes mesmo dos primeiros sintomas.
Na avaliação clínica de uma pessoa, não deve apenas ser identificado e tratado um agravo ou fatores de risco isolados, sejam eles a hipertensão o colesterol elevado ou mesmo o diabetes. É importante avaliar o risco global da pessoa desenvolver doenças cardiovasculares em 10 anos, levando em consideração a soma dos pontos obtidos do conjunto de riscos ao qual ela está submetida, a partir da idade, da presença do diabetes e prática do tabagismo, da pressão arterial e das taxas de colesterol (LDL-C e HDL-C).
Para avaliar o risco global foi adotado o Escore de Framingham. Em um país com dimensões continentais, como o Brasil, a aplicação do Escore na Atenção Básica permitirá o diagnóstico precoce de pessoas em risco, identificando as medidas terapêuticas que poderão ser eficazes no tratamento e evitando a ocorrência de eventos cardiovasculares, muito deles fatais, evitando o sofrimento pessoal e familiar e reduzindo custos pra o sistema de saúde e a sociedade.
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Escore de Framingham (Revisado)
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O Escore de Framingham foi desenvolvido a partir de um estudo populacional longitudinal conduzido por pesquisadores norte-americanos na cidade de mesmo nome, no estado de Massachusetts.Tem evidência científica comprovada e é largamente utilizado em todo o mundo.
A partir do risco calculado através do escore, o paciente pode ser considerado de Risco Baixo, Médio e Alto para desenvolver doenças cardiovasculares em 10 anos.
A partir da identificação de risco, são recomendadas medidas adequadas para o nível de risco estimado que incluam mudanças na alimentação, interrupção do tabagismo, combate ao sedentarismo e nos casos de risco elevado, a equipe de saúde deve prescrever determinados medicamentos.
Faz parte ainda do processo terapêutico o desenvolvimento de Educação em Saúde para os usuários e a comunidade que favorecem a adesão ao tratamento e dão suporte a mudanças de estilo de vida que possibilitam redução ou até reversão do quadro e melhor qualidade de vida.
Clique aqui para avaliar seu risco e receber orientações.
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